Ministério da Saúde promove workshop alusivo ao Dia Mundial das Anomalias Congênitas

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/ministerio-da-saude-promove-workshop-alusivo-ao-dia-mundial-das-anomalias-congenitas

No mês em que é lembrado o Dia Mundial das Anomalias Congênitas, 3 de março, o Ministério da Saúde promove uma série de ações sobre a temática. Na quarta e na quinta-feira (23 e 24), será realizado um workshop voltado para profissionais de saúde como forma de fortalecer a notificação no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e a vigilância das anomalias congênitas no País.

O evento virtual será aberto ao público e contará com a participação de  pesquisadores que atuam com a temática no Brasil. As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo portal.

Como muitas anomalias congênitas são passíveis de prevenção ou tratamento, a notificação e a vigilância são fundamentais para nortear as ações de assistência à saúde. A organização do workshop é da Secretaria de Vigilância em Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Informação e Análises Epidemiológicas, que integra o Departamento de Análise de Saúde e Doenças Não Transmissíveis.

Guia

Na ocasião, será lançada a publicação “Guia prático para o diagnóstico de anomalias congênitas ao nascimento” elaborada pelo Ministério da Saúde em parceria com especialistas. O principal objetivo do material é auxiliar os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico de anomalias congênitas no nascido vivo, a fim de qualificar e promover o registro na Declaração de Nascido Vivo (DNV) e, consequentemente, no Sinasc.

Em 2020 e 2021, respectivamente, 0,87% e 0,81% dos nascidos vivos no Brasil foram registrados com anomalias congênitas. Neste sentido, o evento contará com oficinas com foco no diagnóstico de anomalias congênitas no pré-natal e no nascimento. Também serão abordados os panoramas da vigilância de anomalias congênitas no Brasil e na América Latina.

Sobre as Anomalias Congênitas

As anomalias congênitas constituem um grupo de alterações estruturais ou funcionais que ocorrem durante a vida intrauterina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que globalmente cerca de 3 a 6% dos nascidos vivos apresentem algum tipo de anomalia congênita e, por ano, cerca de 295 mil crianças morrem nos primeiros quatro meses de vida devido a alguma anomalia congênita. Todavia, muitas anomalias congênitas são passíveis de intervenção, com melhoria da qualidade de vida dos indivíduos afetados, bem como​ a prevenção de novos casos, com a adoção de medidas como vacinação, ingestão adequada de ácido fólico e iodo, dentre outras ações.

Desde 2018, as anomalias congênitas passaram a ser de notificação compulsória no Brasil, com a publicação da Lei nº 13.685, em 25 de junho. Embora o Brasil, desde 1996, já tenha no Sinasc um campo para descrição das anomalias ou malformações congênitas, fez-se necessário a estruturação da vigilância dessas anomalias, integrada com a atenção à saúde, para aprimorar a notificação de casos, subsidiar a organização do cuidado na rede de reabilitação do SUS, melhorar a autonomia e qualidade de vida dos indivíduos acometidos e reduzir a mortalidade.

Tal necessidade tornou-se ainda mais evidente a partir de 2015, com a epidemia de microcefalia (um tipo de anomalia congênita que compreende a redução do perímetro cefálico) e outros sinais e sintomas associados à infecção pelo vírus Zika durante a gestação.

Desde então, o Ministério da Saúde mantém ativa a vigilância de anomalias congênitas no País, sendo publicados, periodicamente, boletins epidemiológicos, entre outras publicações técnico-científicas, sobre a temática, que podem ser acessadas aqui.

Programação

23 de março (terça-feira)

Vigilância de Anomalias Congênitas no Brasil e na América Latina: Desafios e Perspectivas

9 horas – Abertura

Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde

Representante da OPAS

9h30 – Mesa redonda – Anomalias congênitas: aspectos gerais

Marli Rocha, coordenadora-geral da CGIAE/DASNT/SVS

Dra. Lavínia Schuler-Faccini (UFRGS)

10h30 – Vigilância de Anomalias Congênitas no Brasil

Giovanny França, diretor do DASNT/SVS/MS

11 horas – Vigilância de Anomalias Congênitas no Brasil

Dra. Ieda Maria Orioli (ECLAMC)

11h30 – Debate (Chat)

Moderador: Augusto dos Santos

12 horas – Encerramento

Workshop: Diagnóstico e Registro de Anomalias Congênitas no Sinasc: Teoria e Prática

14 horas – Abertura

14h15 – Anomalias Congênitas do período embrionário ao nascimento

Dra. Simone de Menezes Karam (FURG)

15 horas – Detecção de anomalias congênitas durante a atenção ao pré-natal

Dr. José Antônio de Azevedo Magalhães (FEBRASGO)

15h45 – A prática do exame físico do recém-nascido como método diagnóstico de anomalias congênitas

Dr. Marcial Francis Galera/UFMT

16h30 – Instrumentos de apoio ao diagnóstico de anomalias congênitas no pré-natal e ao nascimento

Dra. Lavinia Schuler-Faccini (UFRGS)

17h15 – Debate (Chat)

Moderador: Julia Gomes

17h30 – Encerramento

24 de março (quarta-feira)

Workshop: Diagnóstico e Registro de Anomalias Congênitas no Sinasc: Teoria e Prática

9 horas – Diagnóstico dos defeitos de tubo neural e microcefalia ao nascimento

Dra. Magda Nunes (SBP)

9h20 – Diagnóstico das fendas orofaciais ao nascimento

Dra. Temis Maria Felix (UFRGS)

9h40 – Diagnóstico das cardiopatias congênitas ao nascimento

Dra. Tais Sica da Rocha (UFRGS)

10 horas – Diagnóstico dos defeitos de parede abdominal ao nascimento

Dra. Maria Teresa Vieira Sanseverino (UFRGS)

10h40 – Diagnóstico dos defeitos de membros ao nascimento

Dra. Lavinia Schuler-Faccini (UFRGS)

11 horas – Diagnóstico dos defeitos de diferenciação sexual ao nascimento

Dr. Guilherme Guaragna-Filho (UFRGS)

11h20 – Diagnóstico da Síndrome de Down ao nascimento

Dra. Juliana Alves Josahkian/HUSM

11h40 – Debate (Chat)

Moderador: Ruanna Alves

12h30 – Encerramento

14 horas – Orientações sobre a Vigilância de anomalias congênitas ao nascimento – Guia de Vigilância em Saúde

Julia A. Gomes (MS)

14h45 – Fortalecimento do registro de anomalias congênitas através do preenchimento da declaração de nascidos vivos

Yluska Mendes (MS)

15h30 – Anomalias congênitas no Brasil: análise de um grupo prioritário para a vigilância ao nascimento

Ruanna S. M. Alves (MS)

16h15 – A experiência do município de São Paulo para o fortalecimento do registro de anomalias congênitas no Sinasc

Eliana Bonilha (SES-SP)

17 horas – Debate (Chat)

Moderador: Amarílis Bezerra

17h30 – Encerramento

Giovanny França, diretor do DASNT/SVS/MS

Marli Rocha, coordenadora-geral da CGIAE/DASNT/SVS

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